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INSTITUTO CENTRO DE CAPACITAÇÃO E APOIO AO EMPREENDEDOR
Data: 14 de Março de 2017

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A arte de empreender

"É melhor aproximadamente agora do que exatamente nunca. Quem espera permanentemente pelo melhor momento, jamais irá empreender." Aleksandar Mandic

O Brasil é o 7º colocado mundial entre 51 países no ranking de desemprego, segundo dados da consultoria Austin Rating. Já o IBGE aponta que nosso índice superou 12% da população economicamente ativa, mas este número é seguramente muito maior, pois são considerados apenas aqueles que estão em busca de trabalho, ou seja, quem está há meses sem uma oportunidade e já desistiu de buscar uma recolocação, não entra nas estatísticas.

Em São Paulo, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação SEADE, apontou um índice de 17,5% em setembro do ano passado. Para que tenhamos uma ideia do impacto destes indicadores, vale lembrar o que aconteceu nos Estados Unidos durante a Grande Depressão, ocorrida em 1929. Naquela ocasião, a taxa de desemprego atingiu 16% em 1931, chegando ao pico de 25% em 1933. Isso demonstra a proporção da atual crise econômica e política que atingiu nosso país.

 

Mas há uma importante reflexão a ser feita. Colocando de lado as questões conjunturais, o fato é que o emprego em seu formato tradicional mudou e está deixando de existir. As grandes empresas geram cada vez menos oportunidades de trabalho e são as micro e pequenas empresas as responsáveis por impulsionar cerca de 60% das ocupações.

Isso é uma consequência direta da chamada Quarta Revolução Industrial que está em curso, caracterizada pela predominância da tecnologia da informação. Iniciada na Alemanha, em 2013, o processo de automatização da produção industrial levará a uma independência, da atuação humana em larga escala. Assim, o futuro do emprego está na prestação de serviços, motivo pelo qual o empreendedorismo precisa ser estimulado.

 

OPORTUNIDADES

Diante desse contexto, o Centro CAPE acredita que este é o momento certo para que o profissional repense sua carreira. Identificar as principais competências, aptidões e considerar a possibilidade de investir tempo, energia e recursos em uma atividade autônoma é parte fundamental desse processo – nesse ponto, três aspectos precisam ser considerados.

O primeiro é o planejamento. Assim, para alcançar êxito, a reflexão deve ser, não apenas sobre qual será a atividade a exercer, mas também sobre quem serão os clientes. Tomar como referência o perfil socioeconômico e localização geográfica pode possibilitar a definição exata dos produtos ou serviços que serão oferecidos.

O segundo é a gestão financeira. Isso principia com a definição do regime tributário a ser adotado, o que invariavelmente demanda a contratação de um escritório contábil competente, que não se restrinja apenas a cumprir obrigações legais e gerar guias para pagamento, mas sim que lhe auxilie a tomar decisões coerentes. E passa pela administração das finanças, utilizando recursos próprios para o desenvolvimento do empreendimento, evitando ao máximo qualquer tipo de empréstimo, em especial junto a bancos, pois é impossível vencer os juros compostos. E um alerta essencial para empresas de pequeno porte: separar as finanças pessoais da corporativa, pois é comum uma empresa não lograr êxito simplesmente porque os sócios demandam retiradas em nível incompatível com a lucratividade proporcionada pelo negócio.

Por fim, é importante ter paixão pela atividade que escolher. Não há nada mais equivocado do que optar por algo pelo qual não se tenha competência, dedicação e entusiasmo. Assim, é necessário seguir um caminho alinhado aos propósitos escolhidos, pois isso lhe trará a convicção de despertar pela manhã com o desejo pelo desafio e terminar o dia com a sensação de reconhecimento pelo que foi feito.

 

 

Fonte: Tom Coelho